Artigos e vídeos · Gestão · 14/09/2026 · 2 min
Por que o rebanho de ovelhas não evolui
Quase nunca é a raça, quase nunca é o mercado. O que trava o rebanho são os erros pequenos que se repetem todo dia.

Muita gente entra na ovinocultura, pouca gente evolui. E quando o rebanho trava, a explicação costuma ir para longe: a raça não presta, o preço está ruim, a ração subiu. Às vezes é isso. Na maioria das vezes, não é.
O que trava rebanho é mais perto e mais barato de corrigir: verminose e eimeriose sem controle, manejo sem rotina, ambiente inadequado, falta de observação, nenhuma anotação e nenhuma orientação técnica. Cada um desses é pequeno num dia. Somados ao longo do ano, viram cordeiro morto, ovelha vazia e lote leve na venda.
Verminose merece estar no topo da lista porque é o prejuízo mais silencioso. O animal não morre de uma vez: perde peso, perde leite, emprenha pior, e o criador acha que é normal. Vermifugar todo mundo por data, sem critério, piora — cria verme resistente e o remédio para de funcionar.
Quem evolui de verdade faz quatro coisas: monitora o rebanho, corrige rápido, anota os números e busca orientação de um médico veterinário. Comece pela primeira: escolha um dia da semana para olhar mucosa, escore e fezes do lote. É o dia em que o prejuízo silencioso começa a aparecer.

Conteúdo educativo, por Augusto Cesinha, CRMV-SE 0493. Não substitui a avaliação do veterinário do seu rebanho: dose e princípio ativo dependem de exame.
Este artigo não responde tudo
O que está no material de Gestão
- O monitoramento constante do lote, na prática
- O método Famacha para decidir quem trata e quem não trata
- Uso de vermífugos e como frear a resistência
- Quarentena dos animais que chegam de fora
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